Deputado do PSD pede a Seguro regresso do 10 de Junho ao distrito de Évora
Partidos salientam apelos de Seguro ao diálogo, à coesão e interesse nacional
PSD e PS salientam o apelo do presidente ao diálogo e ao compromisso com o interessa nacional. O Chega fala de um discurso realista e com recados ao Governo.<br />
Comemorações 10 de junho. Seguro defende "relação de equilíbrio" com aliados
O presidente da República defende a"cooperação com aliados", mas destaca que Portugal tem "liberdade de decisão e responsabilidade". No primeiro discurso das comemorações do 10 de junho, António José Seguro pediu "coragem" para "fazer escolhas difíceis, sem ceder ao populismo"
Desfiles das forças de segurança
Presidente apela à confiança no país
Seguro defende paz, direitos humanos e "relação de equilíbrio" com aliados
"A garantia da segurança dos países europeus só é possível em articulação com os nossos aliados, numa relação de equilíbrio e reciprocidade, de respeito pela soberania dos Estados, assente em valores que, apesar da incerteza dos tempos, não mudam: a paz, a liberdade, os direitos humanos e o multilateralismo -- valores que norteiam a ação das nossas Forças Armadas em Portugal e destacadas em missão por todo o mundo", sustentou.
Autonomias fortalecem Portugal e a Europa
Porque "autonomia não significa isolamento", mas sim "liberdade de decisão e responsabilidade". E é preciso ir "aperfeiçoando, actualizando, reforçando as relações bilaterais", embora com "equilíbrio" e "respeito".
Deixando um elogio às Forças Armadas, o chefe de Estado lembrou que se celebram este ano as autonomias regionais.
"Portugal é maior quando é plural. Unidade nacional não se faz pela uniformidade, faz-se pelo reconhecimento das diferenças", afirmou, considerando que isso dá mais preparação ao país para "enfrentar" adversidades externas.
A autonomia regional "fortaleceu Portugal", principalmente porque permitiu "políticas adaptadas a realidades locais". Apesar disso, Seguro deixou um "convite à lucidez", ao frisando que ainda existem "assimetrias" entre o continente e as regiões autónomas e um alto "custo da insularidade".
António José Seguro discursa pela primeira vez no 10 de Junho
E continuou, lembrando que foi "diante do Atlântico que aprendemos a olhar mais longe, enquanto outros viam o fim da terra, os portugueses viram o início de um caminho". Visão que Seguro admite que "moldou a nossa alma coletiva".
"O mar ensinou-nos a partir, mas também a regressar. Ensinou-nos o valor da saudade - essa palavra tão nossa, que carrega distância e afeto ao mesmo tempo".
"Os Açores assumem um lugar singular na nossa identidade, na nossa história, no nosso futuro", continuou, acrescentanto que os Açores nos situam "num ponto estratégico entre a Europa e o continente americano, entre o Atlântico norte e as grandes rotas marítimas e aéreas que estruturam a ordem global".
Por estas razões, o chefe de Estado frisou que "é um lugar que nos obriga a assumir especiais responsabilidades, no quadro da afirmação plena da nossa soberania, dos nossos interesses e do nosso futuro estratégico".
Além de considerar importante o respeito mútuo entre países e organizações, Seguro reafirmou ainda que "a autonomia estratégica europeia como prioridade não é contraditória com a defesa transatlântica - é o seu complemento natural".
Monjardino deixa alertas: "Nação livre não deve ter medo"
"Não é tempo de alimentar ilusões sobre as mudanças em curso e as suas consequências, de enterrar a cabeça na areia e negar os factos", afirma, argumentando que temos de "deixar para trás o canto de sonhos em que temos vivido", alertou o especialista.
Miguel Monjardino defende ainda que a informação foi sempre a vantagem das democracias, nomeadamente para "afastar fantasmas". Até 2030, advertiu ainda, vamos viver tempos de urgência, em que a "desordem e a insegurança" serão os "principais inimigos". Embora admita que temos "aliados", considera que "dependeremos primeiro de nós".
Monjardino apela a mais recursos que garantam soberania nacional
Nenhuma região "pode ficar esquecida", sublinhou, defendendo que se deve "olhar para a terra a partir do mar".
"O mundo multilateral" que foi benéfico para Portugal "está a ser substituído por um mundo muito mais hierárquico, fragmentado", que exige "três tipos de respostas".
A primeira diz respeito à capacidade daqueles que usem a "evocação do poder e força para defender interesses e privilégios”, com Monjardino a notar que os “menos fortes podem não ter muitas cartas, mas os mais fortes também não têm todas as cartas e às vezes esquecem-se disso".
Açoriano Miguel Monjardino dá início às comemorações com intervenção inicial
“Há duas formas de contemplar a História do nosso país: olhar para o mar a partir da terra; olhar para a terra a partir do mar”, começou, fazendo referência ao poeta Luís Vaz de Camões.
A cidade açoriana tem o maior património arqueológico subaquático, como recordou Miguel Monjardino.
"Um país que negligencia a preservação do seu património construirá sempre mal o seu futuro", advertiu.
Presidente da República recebe honras militares
Presidente da República já chegou à cerimónia
Presidente vai atribuir três condecorações nas comemorações na Madeira
Uma das condecorações será atribuída a Eduardo Luis Mendes Rodrigues, o presidente da Associação Teatro Experimental do Funchal (ATEF), fundada em 1975.
Também serão agraciadas a Banda Municipal de Santana e o Centro da Mãe- Associação de Solidariedade Social que tem como missão "o apoio à família, a defesa da vida humana e a promoção da dignidade da mulher", fundada em 1999, que se dedica "ao apoio especializado a jovens grávidas, mães e respetivos filhos em situação de vulnerabilidade".
A cerimónia de imposição das insígnias está marcada para as 16h30 no Palácio de São Lourenço no Funchal.
C/Lusa
Segurança reforçada na ilha Terceira pelas comemorações do 10 de Junho
A operação de segurança no âmbito das comemorações do Dia de Portugal na ilha Terceira conta com mais de uma centena de agentes e várias valências da polícia. A partir da esquadra da PSP de Angra do Heroísmo é possível aceder em tempo real às imagens de onze câmaras e de dois drones de vigilância.
Cerimónias comemorativas
Cerimónias do Dia de Portugal iniciam-se na Ilha Terceira
O presidente da República dá hoje início às comemorações oficiais do Dia de Portugal nos Açores.
A cerimónia do hastear da bandeira, que marca o início das comemorações, está agendada para as três da tarde, quatro em Portugal continental.
O presidente da República já assinalou o Dia de Portugal no junto de emigrantes portugueses e lusodescendentes, no Luxemburgo.
"É o momento de celebrarmos Portugal". Presidente nos Açores pelas comemorações do 10 de Junho
António José Seguro considera ser um privilégio estar nos Açores a celebrar o Dia de Portugal. Sem comentar a polémica da base das Lajes, o presidente sublinhou a importância de manter as relações com os Estados Unidos e da tarefa de afirmar a soberania de Portugal todos os dias.
Para o chefe de Estado, que está na Ilha Terceira para as comemorações do 10 de Junho, é também "um privilégio" poder "celebrar o Dia de Portugal no meio do Atlântico", em particular no ano em que os Açores e a Madeira celebram as "autonomias regionais, que são importantes para o desenvolvimento destas regiões, para o desenvolvimento equilibrado do nosso país e para garantir a coesão nacional".
A unidade nacional e a união dos portugueses é uma das principais preocupações do presidente e é das razões pelas quais António José Seguro escolheu celebrar o Dia de Portugal na Ilha Terceira, nos Açores.
"O presidente da República todos os dias afirma a soberania de Portugal, em qualquer canto do nosso país", respondeu Seguro, quando questionado se a presença do chefe de Estado no arquipélago é uma forma de afirmar a soberania, considerando o contexto internacional e a utilização da base das Lajes.
"Afirmar a nossa soberania, a defesa da nossa independência nacional, é uma das tarefas mais nobres e mais exigentes de um presidente da República".
Quanto às relações com os Estados Unidos, o chefe de Estado recordou ser "um defensor da NATO" e a favor de ter "boas relações" com Washington.
"Devemos aprofundar essas relações a todos os níveis", sublinhou. "Devemos ter uma visão mais alargada também em relação ao Atlântico; não olhar apenas para os Estados Unidos da América; olhar também para o Canadá; olhar também para o Mercosul".
Além disso, António José Seguro assume-se como um "defensor de autonomia estratégica da Europa, designadamente também em matéria de Segurança e Defesa".
O presidente da República recusou-se, contudo, a comentar a posição do Governo português perante a Administração norte-americana sobre a utilização da Lajes.
"Tem havido uma boa articulação [com o primeiro-ministro], boas reuniões de trabalho que temos tido semanalmente e, naturalmente, isso corresponde àquilo que eu também assumi como compromisso com os portugueses", afirmou.
Seguro lembrou ter assumido perante os portugueses "ser um Presidente acima de todos os partidos, um Presidente de equilíbrio".
"Vim [para o cargo] para equilibrar o sistema político e sinto-me feliz porque, nestes três meses - faz hoje precisamente três meses que tomei posse como Presidente da República -, tenho conseguido. É a avaliação que eu faço", concluiu.
O presidente da República foi recebido pela representante da República para a Região Autónoma dos Açores, Susana Goulart Costa, numa cerimónia de cumprimentos no âmbito das Comemorações do 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, no Solar Madre Deus, em Angra do Heroísmo.
Primeiro Dia de Portugal da Presidência de Seguro
O chefe de Estado escolheu o professor universitário açoriano Miguel Monjardino, especialista em relações internacionais e nascido em Angra do Heroísmo, para presidir às comemorações do 10 de Junho deste ano, as primeiras do seu mandato presidencial.